Coordenadora da Coseas caiu, mas ocupação continua

Asuspnet — Informativo Adusp n° 304
19/04/2010, 18:00

Coordenadora da Coseas caiu, mas ocupação continua

O professor Waldyr Jorge, da Odontologia, foi nomeado titular da Coordenadoria de Assistência Social (Coseas) no dia 9/4. Ele substitui a professora Rosa Maria Godoy, que esteve à frente do órgão por mais de 11 anos. A troca ocorre em meio à ocupação da Divisão de Promoção Social da Coseas por moradores do Crusp, que acontece desde 18/3.

Apesar do afastamento de Rosa, uma das reivindicações do movimento, os estudantes continuam ocupando o prédio no bloco G do conjunto residencial, uma vez que não foram procurados para negociar os demais pontos de pauta. Entre estes, estão mais vagas de moradia estudantil, o fim da vigilância e das expulsões arbitrárias de moradores do Crusp e a autonomia dos estudantes sobre os espaços cruspianos e sobre os processos seletivos para programas de permanência.

Na avaliação dos ocupantes da Coseas, a mudança de coordenador é insuficiente para responder às demandas do movimento. “A queda da Rosa foi uma conseqüência direta das denúncias que temos feito, a universidade está assumindo que há problemas. Mas isso não resolve completamente, para além da mudança de nome é necessária uma mudança de política. Além disso, o modo como foi feita a alteração, de cima para baixo, sem consultar as pessoas que são diretamente afetadas pelas políticas da Coseas, mostra que pouca coisa mudou de fato”, afirma uma estudante que participa da ocupação e prefere não se identificar.

Para o novo titular da Coseas, sua nomeação em meio à ocupação é apenas uma coincidência. "Trata-se de uma nova gestão numa situação normal de troca de reitor", afirma. Waldyr Jorge diz que procurará negociar com os ocupantes: "Estamos tentando abrir um canal de diálogo, dentro dos princípios de transparência e verdade. Vamos discutir e escolher o que for melhor para toda a comunidade".

Para Thiago Aguiar, da diretoria do DCE, é fundamental que haja disposição para a negociação. "A questão da permanência estudantil é central e tem sido historicamente colocada em segundo plano. O problema apontado pela ocupação não é isolado, há problemas em São Carlos, Lorena, na EACH, entre outros que precisam ser discutidos", avalia.

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