Sem consenso, ocupantes de prédio da USP querem falar com reitor

Estadão — Blogs
25/03/2010, 18:42

Sem consenso, ocupantes de prédio da USP querem falar com reitor

por Paulo Saldaña / Seção: Geral

Os moradores da Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (Crusp) que ocupam DESDE O DIA 18 de março um anexo da Coordenadoria de Assistência Social da USP (Coseas) querem falar diretamente com o reitor, João Grandino Rodas, para que ele atenda às reivindicações do grupo. De acordo com estudantes presentes na ocupação, que não quiseram se identificar, a diretora do Coseas, Rosa Godoy, não está disposta a atender as demandas.

Os alunos ouvidos pela reportagem afirmaram que ainda não oficializaram um pedido, mas esperam um gesto de diálogo da reitoria. Segundo eles, cerca de 100 calouros estão dormindo de modo improvisado neste anexo no bloco G.

Estudantes reclamam que, além da falta de vagas na moradia estudantil, eles têm sido vigiados por funcionários do Coseas. De acordo com carta aberta publicada pelo grupo, o Coseas promoveu “expulsões arbitrárias”.

Leia aqui a “Carta Aberta”.

A ocupação, aprovada em assembleia com menos de 90 pessoas, não tem consenso entre os mais de 1.000 moradores do Crusp. Uma aluna do curso de Letras, que preferiu não se identificar, desaprova o movimento e afirma que alguns dos lideres da ocupação já foram jubilados da Universidade. “Não entendo qual seria o interesse de um cara que já foi expulso”, diz ela. Em entrevista anterior ao blog, outra aluna também se queixa. “O líder do movimento nem está matriculado USP, ele não representa os moradores”, afirmou a estudante de Letras Fernanda Guarniere, que é de Mogi-Mirim (SP).

Por trás de um tapume que isola uma sala ocupada do Coseas, um estudante afirmou que criticar a falta de consenso do ato é apenas uma tentativa de “deslegitimar a causa”.

(Atualizado às 19h25, do dia 25/03)

Comentários

Raul

Mais um texto tendencioso e cheio de erros:

  • "ocupam há 15 dias um anexo da Coordenadoria de Assistência Social da USP"

MENTIRA! Se ocuparam dia 18 e hoje é dia 25, como pode fazer 15 dias??? Freud explica? Ou vamos ter de ressussitar Einstein para fazer essas contas tão complexas?

  • O autor do texto dedicou metade do mesmo para falar sobre a falta de consenso (que não deslegitimiza a causa). Não gastou meio neurônio para se posicionar acerca dos problemas apontados pelos estudantes, ou seja, só jogou m* no ventilador e depois fugiu, sem querer se posicionar ou mesmo questionar os argumentos.

Cuidado leitores do OESP, este jornal quer corromper você. Este jornal mente, distorce, joga meias-verdades e só mostra um lado da moeda.

até mais

Paulo Saldaña

Caro Raul
Obrigado pela participação e pela correção sobre os dias de ocupação.
Esclareço que não é o meu papel me posicionar — direito dos leitores. E os argumentos foram, sim, questionados: pelos próprios alunos e moradores do Crusp. A falta de consenso — que é fato — foi tratada em apenas um parágrafo. A Carta Aberta recebida por integrantes da ocupação também foi publicada, dando total visibilidade às reivindicações.

João

Aos estudantes: arrumem um emprego e estudem à noite, com um emprego e renda vocês não precisam ser humilhados.
Podem estudar como uma multidão de estudantes fazem.

Renata

Muitos alunos da USP trabalham e estudam a noite sim, como é o meu caso. E levam mais de duas horas de transporte público para conseguir chegar na faculdade. O CRUSP existe para ajudar os alunos que tem essas dificuldades e até outras: moram em outras cidades ou, mesmo trabalhando, não têm condições de manter um aluguel – o que talvez não seja meu caso.

O fato é: há moradores do crusp que não são (mais) alunos da Universidade e recebem o benefício da moradia, que já é restrita, voltada para os alunos.

Acho que os alunos têm direito de se manifestar contra o processo de seleção e sugerir mudanças, mas deve-se ter em mente que uma atualização dos cadastros dos moradores deve ser feita urgentemente.

Raul

Comentário perfeito Renata!

A universidade PÚBLICA tem o dever de promover inclusão social dando oportunidade de que o estudante tenha onde morar sem ter de trabalhar ou pagar, estando assim em pé de igualdade com os outros estudantes que tem o resto da tarde inteira para estudar.

Não se pode querer que o estudante mais pobre rale mais ainda (trabalhando) para se manter na universidade quando já teve de ralar para entrar e disputar com gente que estudou a vida toda em colégio privado.

E o processo de seleção precisa urgentemente de alterações e critérios mais transparentes, já que ninguém sabe como é feita a pontuação. Obviamente que os alunos também deverão cooperar quando (e se) a COSEAS cumprir suas promessas.

abraços

VER

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