FORA ROSA GODOY! O CRUSP é dos estudantes!

MNN — Território Livre
28/03/2010, 18:00
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FORA ROSA GODOY! O CRUSP é dos estudantes!

por Conselho de Redação

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Depois de uma semana de ocupação da Coseas, a revolta contra o sistema repressor que esmaga os cruspianos e contra os burocratas responsáveis pela transformação do CRUSP numa prisão só e, além disso, a derrubada da coordenadora da Coseas Rosa Godoy se tornou o ponto mais importante da pauta de reivindicações.

Inúmeros documentos encontrados na sede da Coseas e publicados no blog da ocupação (http://coseas-ocupada.wikidot.com) comprovam os processos obscuros de seleção de novos moradores e a existência de um verdadeiro serviço de informação e repressão dentro do CRUSP.

Em 1996, o deputado estadual Roque Barbieri despachou, de seu gabinete, um ofício à Coseas “no sentido de viabilizar” uma vaga no conjunto habitacional para um estudante que era seu “recomendado”. Fica então, a pergunta: o que é o parecer “técnico” da Coseas para selecionar os novos moradores?

Nesses documentos oficiais da Coseas também encontramos inúmeros relatos da portaria dos blocos sobre festas e “reuniões de amigos” nos apartamentos, sobre quantas vezes e por quem os moradores são visitados, sobre assembléias e reuniões – com horário de início e fim da atividade e identificação dos estudantes presentes. Numa das ocorrências de 2007, os agentes de vigilância chegam a relatar que “às 1h50 (o morador) foi visto em direção à (ocupação da) reitoria”.

No chamado “Programa de Ação Comunitária e Segurança” [veja o documento completo no blog da ocupação], elaborado no ano de 2001, não à toa por Rosa Godoy, coordenadora da Coseas, e Ronaldo Pena, chefe da Guarda Universitária da USP!, fica explícita a existência de um serviço de informação dentro do CRUSP.

Lembrando as classificações utilizadas no famoso Inquérito Policial Militar instaurado sobre o CRUSP em 1968, este “Programa de Ação Comunitária” afirma que “num ambiente confuso, que une os que protestam e os que praticam delitos”, os novos moradores, vindos de fora da capital, tornam-se “alvos fáceis” de dois grupos de “lideranças internas”: o primeiro, de “lideranças políticas profissionais, pertencentes a partidos ou organizações sociais de extrema esquerda que protestam o tempo todo, contra tudo o que signifique tentativa de manutenção da ordem”; e o segundo, “como um conjunto formado pelos que cometem atos ilícitos conseqüentes à drogadição”.

O “Programa de Ação Comunitária” ainda prevê a compra de 4 binóculos de visão day and night, de longo alcance; detectores de metais manuais (discretos com sinalizadores embutidos); 7 botões de pânico para as portarias; 8 câmeras móveis de alta resolução com zoom em DOME, camufladas, a serem colocadas no corredor central e nas periferias.

Não podemos admitir a transformação da moradia estudantil em uma prisão, em que os estudantes têm toda sua vida vigiada e controlada por “assistentes sociais” que mais parecem agentes de uma polícia política!

A coordenadora da Coseas, Rosa Godoy, maior responsável por essa política de vigilância e controle, não pode continuar controlando o CRUSP e sufocando os moradores!

Fora Rosa Godoy e sua polícia política!

O CRUSP é dos estudantes!

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