COSEAS transforma o CRUSP numa prisão. Moradores dizem não e ocupam a COSEAS!

MNN — Território Livre
21/03/2010, 18:00
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COSEAS transforma o CRUSP numa prisão. Moradores dizem não e ocupam a COSEAS!

Conselho de Redação

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Na última quarta-feira, dia 17.03, a assembléia geral dos moradores do CRUSP decidiu, por ampla maioria, ocupar imediatamente o espaço da COSEAS [Coordenadoria de Assistência Social, responsável pela administração da moradia], localizada no térreo do bloco G.

Além da reivindicação de mais vagas na moradia e da conclusão das obras do novo bloco, os estudantes também exigem o fim das expulsões arbitrárias e do serviço de vigilância interno praticados pela COSEAS, órgão que, a serviço da reitoria da USP, vem transformando o CRUSP numa verdadeira prisão [veja os depoimentos que o jornal Território Livre recolheu de alguns moradores no final de fevereiro no link abaixo].

A ocupação aconteceu uma semana depois de um ato-festa organizado pelos moradores num dos alojamentos provisórios do CRUSP em protesto contra o controle da COSEAS sobre a vida e o comportamento dos moradores. Não por acaso, os moradores estenderam a seguinte faixa em frente à ocupação: “VIGIAR E PUNIR = COSEAS”.

A existência de um serviço de informação dentro do CRUSP fica explícita no chamado “Programa de Ação Comunitária e Segurança”, elaborado no ano de 2001 por, entre outros, Rosa Godoy [coordenadora da COSEAS] e Ronaldo Pena [chefe da Guarda Universitária da USP].

Lembrando as classificações utilizadas no famoso Inquérito Policial Militar instaurado sobre o CRUSP em 1968, este “Programa de Ação Comunitária” afirma que os novos moradores, vindos de fora da capital, tornam-se alvos fáceis de dois grupos de “lideranças internas”: o primeiro, de “lideranças políticas profissionais, pertencentes a partidos ou organizações sociais de extrema esquerda que protestam o tempo todo, contra tudo o que signifique tentativa de manutenção da ordem”; e o segundo, “como um conjunto formado pelos que cometem atos ilícitos conseqüentes à drogadição”.

Frente à política da COSEAS e seus lacaios, cujo espaço foi e se mantém ocupado legitimamente pelos moradores do CRUSP, retomamos aqui, justamente, o depoimento que o Território Livre recolheu de um deles:

“Acho que o que deveria ser feito imediatamente é destruir essa COSEAS e construir outra coisa pra organizar e administrar isso daqui. É como diz o Trotsky, não tem como o trabalhador tomar o poder diante das medidas legais, a estrutura legal do Estado burguês. É a mesma coisa pros estudantes, não tem como a gente querer fazer o que a gente realmente acha que se deve com essa COSEAS que tá aí, não adianta querer buscar a solução com a COSEAS, com a reitoria, com o caralho a quatro, porque não vão atender os nossos interesses.”

Todo apoio à ocupação!

Abaixo a COSEAS-POLÍCIA!

Pelo CRUSP TERRITÓRIO LIVRE!

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